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Atualizado em junho de 2026 · 11 min de leitura

Carros que menos desvalorizam em 2026: o ranking por categoria

Separei os campeões de revenda da pesquisa Melhor Revenda 2026 da Quatro Rodas, do Corolla que perdeu 0% em um ano ao Equinox que valorizou, com o número de cada um e o que o mercado de usados está fazendo com o resto da fila.

12% queda média do mercado213 modelos avaliadosPreço real não tabela0% o melhor da lista

Você já deve ter ouvido que carro só desvaloriza, e em 2026 isso virou quase regra: a pesquisa Melhor Revenda 2026, feita pela Quatro Rodas com a empresa de big data Suiv, apontou queda média de 12% no mercado em apenas 12 meses. O método aqui é o que importa. A Suiv comparou o preço do carro 0 km em janeiro de 2025 com o valor real do mesmo modelo seminovo em janeiro de 2026, ou seja, preço de mercado de verdade, não número de tabela. Foram 213 modelos em 22 categorias (o guia impresso destacou 73). E o pano de fundo é pesado: o mercado de seminovos bateu recorde histórico em 2025, com 18.508.929 unidades vendidas, alta de 17,3% sobre 2024 segundo a Fenauto, e estoque cheio empurra preço para baixo. Abaixo separei os campeões por categoria, com o número de cada um. Onde o dado vem de blog ou de leitura de tabela, sinalizo que é estimativa.

Como o ranking foi medido

Vale entender o que está sendo medido antes de olhar os números. Desvalorização aqui é o quanto o preço de revenda real caiu em um ano de uso, comparando o 0 km de jan/2025 com o seminovo equivalente em jan/2026. Quanto menor o percentual, melhor: 0% significa que o modelo segurou todo o valor, e percentual negativo (que aparece como sinal de mais nas categorias premium) significa que o usado ficou mais caro que era novo. A média geral do mercado foi 12% de queda, então qualquer carro abaixo disso já está protegendo melhor o seu bolso. Cada categoria tem a sua média própria, e é por isso que o ranking é por segmento: comparar um seda médio com um subcompacto não diz nada. Os valores em reais que aparecem mais à frente são estimativas de mercado e mudam conforme a região e o estado do carro.

Os campeões absolutos da lista

No topo de tudo está um nome que ninguém precisa apresentar: o Toyota Corolla fechou o ano com 0% de desvalorização e venceu a categoria seda médio, contra uma média de cerca de 6% do segmento. Zero por cento quer dizer que, na média de mercado, quem comprou um Corolla 0 km em janeiro de 2025 conseguia revendê-lo um ano depois pelo mesmo valor. A Toyota dominou a premiação com quatro categorias no total, e a SW4 foi ainda mais longe: perdeu só 3% num segmento de SUV que afundou 14% na média. Esses dois são a definição de carro que vira fila de espera no usado.

Toyota Corolla
Campeão absoluto · seda médio

Toyota Corolla

Venceu a categoria seda médio na Melhor Revenda 2026 com 0% de desvalorização em 12 meses, enquanto a média do segmento foi de cerca de 6%. Na prática, segurou todo o valor de mercado de um ano para o outro, algo raríssimo num mercado que caiu 12% na média. É o melhor resultado de toda a pesquisa. Para você: se a prioridade é revender sem perder dinheiro daqui a alguns anos, esse é o piso de referência da lista inteira.

0%
em 12 meses
~6%
média do segmento
seda médio
Toyota
4 categorias
Toyota SW4
Campeão · SUV até R$ 500 mil

Toyota SW4

Levou a categoria SUV até R$ 500 mil com apenas 3% de desvalorização em um ano, num segmento cuja média foi de cerca de 14% de queda. É uma das maiores diferenças entre campeã e média de toda a pesquisa: a SW4 perdeu quase cinco vezes menos valor que o SUV médio do grupo. Para você: quem busca um SUV grande de sete lugares que se comporte como reserva de valor encontra aqui o nome mais sólido do ranking.

3%
em 12 meses
~14%
média do segmento
SUV até R$ 500 mil
7
lugares

Sedãs e populares: o reinado do City

Saindo do topo caro, a história mais interessante está no seda compacto, segmento de quem compra com a cabeça no orçamento. O Honda City Sedan foi tricampeão da categoria, com 6% de desvalorização em um ano, enquanto os rivais diretos (VW Virtus, Nissan Versa, Fiat Cronos e Chevrolet Onix Plus) perderam cerca de 11%, quase o dobro. A Honda, aliás, venceu quatro categorias na pesquisa, incluindo o City Hatchback e o HR-V. E há um reforço externo: num estudo separado da agência Autoinforme, o Honda City foi apontado como o carro a combustão que menos desvaloriza no Brasil, com cerca de 5,9% de queda ao ano, número bem próximo do que a Quatro Rodas mediu. No outro extremo dos populares, o subcompacto teve o Renault Kwid como campeão, com 9% de queda.

Honda City Sedan
Tricampeão · seda compacto

Honda City Sedan

Venceu o seda compacto pela terceira vez seguida com 6% de desvalorização em um ano. Os concorrentes diretos do segmento (Virtus, Versa, Cronos e Onix Plus) ficaram em torno de 11% de queda, quase o dobro. Um estudo separado da agência Autoinforme reforça o resultado: pelo Selo Maior Valor de Revenda, o City é o carro a combustão que menos desvaloriza no Brasil, com cerca de 5,9% ao ano. Para você: é o sedã acessível com a fila de espera mais consistente no usado, tricampeão não por acaso.

6%
Quatro Rodas
~5,9%
Autoinforme/ano
~11%
rivais diretos
3x
campeão
Renault Kwid
Campeão · subcompacto

Renault Kwid

Levou a categoria subcompacto na Melhor Revenda 2026 com 9% de desvalorização em um ano. Está abaixo da média geral de mercado, que foi de 12%, então mesmo sendo o segmento de carro mais barato da pesquisa, o Kwid segura valor melhor que o conjunto. Para você: quem entra no carro pelo menor preço possível e ainda quer revenda decente encontra no Kwid o campeão dessa faixa, com a ressalva de que subcompacto desvaloriza mais que sedã consolidado.

9%
em 12 meses
12%
média do mercado
subcompacto
Renault
marca

SUVs e picapes: Hilux e o efeito Toyota

Picape boa quase não envelhece no Brasil, e a Toyota Hilux confirmou isso vencendo a categoria picape média. Aqui aparece uma divergência honesta de número que vale registrar: a Toyota informa 4% de desvalorização para a Hilux (com a média do segmento em 12% de queda), enquanto a Quatro Rodas e agregadores citam 8% para o mesmo modelo na mesma premiação. Os dois números coexistem nas fontes e os dois colocam a Hilux como campeã da categoria. Como referência de longo prazo, leituras de blog estimam que em cinco anos a Hilux desvaloriza cerca de 32%, contra uma média de mercado de 40% a 55% no mesmo período, número não confirmado em fonte primária. No outro lado da balança, é o Honda HR-V que carrega o título da marca entre os SUVs compactos.

Toyota Hilux
Campeã · picape média

Toyota Hilux

Venceu a categoria picape média na Melhor Revenda 2026. O número exato diverge entre as fontes: a Toyota informa 4% de desvalorização em um ano (média do segmento de 12% de queda), enquanto a Quatro Rodas e agregadores citam 8% para a mesma premiação. Em qualquer dos dois, é a campeã da categoria. Como estimativa de longo prazo, blogs secundários falam em cerca de 32% em cinco anos contra 40% a 55% da média de mercado, número não confirmado em fonte primária. Para você: é a picape que mais vira reserva de valor, com a ressalva de checar a versão e o número que cada vendedor cita.

4% a 8%
em 12 meses
12%
média do segmento
picape média
~32%
5 anos (estim.)

Os carros que valorizaram em 2026

Tem carro que fez o contrário de desvalorizar: subiu de preço depois de rodar. O caso mais comentado é o Chevrolet Equinox, campeão da categoria SUV médio com valorização de 2% no ano, ou seja, o usado ficou mais caro que o 0 km. É uma apreciação atípica e mostra como demanda apertada distorce preço. No segmento premium o fenômeno se repete e ganha força: Audi A3 Sportback subiu 4%, A3 Sedan 1%, Porsche Taycan 2%, e Ram 2500 e Ford F-150 valorizaram cerca de 3% em média. São exceções de nicho, com volume baixo e oferta restrita, mas comprovam que liquidez e raridade pesam mais que idade no preço de revenda.

Chevrolet Equinox
Caso atípico · SUV médio

Chevrolet Equinox

Venceu a categoria SUV médio com valorização de 2% no ano, um dos poucos casos da pesquisa em que o preço do usado subiu em vez de cair. Num mercado que caiu 12% na média, fechar com sinal positivo é exceção rara, puxada por demanda apertada e oferta restrita do modelo. Para você: é um lembrete de que liquidez manda no preço, mas valorização de usado é fenômeno de momento, não promessa, então não compre contando que vá durar.

+2%
valorização
SUV médio
Atípico
subiu de preço
Chevrolet
marca
Premium que apreciou (Audi A3, Taycan, F-150, Ram 2500)
Nicho · valorização real

Premium que apreciou (Audi A3, Taycan, F-150, Ram 2500)

Na faixa premium alguns modelos fecharam o ano valendo mais que o 0 km: Audi A3 Sportback +4%, A3 Sedan +1%, Porsche Taycan +2%, e Ram 2500 e Ford F-150 cerca de +3% em média. São nichos de volume baixo, com oferta restrita, em que raridade e demanda específica seguram (e elevam) o preço de revenda. Para você: serve mais como prova do conceito de liquidez do que como recomendação de compra, já que entrada e manutenção desses modelos são caras.

+4%
A3 Sportback
+2%
Taycan
+3%
Ram/F-150 (méd.)
Nicho
volume baixo

Elétricos e híbridos: a outra ponta

Carro elétrico é onde mora o maior risco de desvalorização hoje, e os números explicam por quê. Por leituras da Tabela Fipe, a queda média de um elétrico no primeiro ano fica entre 20% e 28% no Brasil em 2026 (estimativa de mercado). Mas dentro da própria pesquisa Melhor Revenda há campeões que furam essa lógica: na categoria de elétricos até R$ 300 mil houve empate triplo entre Volvo EX30, GWM Ora 03 e Renault Megane E-Tech, todos com queda de só 5%. E entre os híbridos, o Toyota Corolla Hybrid venceu a faixa até R$ 350 mil com 4% de desvalorização, contra 10% de média do segmento. A lição é clara: elétrico e híbrido podem segurar valor, desde que você escolha o modelo certo, porque a média da categoria é cruel.

Toyota Corolla Hybrid
Campeão · híbridos até R$ 350 mil

Toyota Corolla Hybrid

Venceu a categoria de híbridos até R$ 350 mil com 4% de desvalorização em um ano, enquanto a média do segmento de híbridos foi de 10%. É outro título da Toyota na pesquisa e mostra que eletrificação não significa, por padrão, perder valor rápido: aqui o híbrido segurou mais que o dobro do que a média do grupo. Para você: quem quer entrar em híbrido sem o medo da depreciação alta tem no Corolla Hybrid o nome mais protegido da faixa.

4%
em 12 meses
10%
média do segmento
híbridos até R$ 350 mil
Toyota
marca
Volvo EX30, GWM Ora 03 e Renault Megane E-Tech
Empate triplo · elétricos até R$ 300 mil

Volvo EX30, GWM Ora 03 e Renault Megane E-Tech

Empataram na liderança dos elétricos até R$ 300 mil, os três com queda de 5% em um ano. O número impressiona porque elétrico no Brasil costuma cair entre 20% e 28% no primeiro ano por leituras da Tabela Fipe (estimativa de mercado). Esse trio mostra que dá para escapar da desvalorização pesada dos elétricos, desde que o modelo tenha demanda. Para você: se quer um elétrico que não derreta de preço, são os três nomes que a pesquisa coloca acima da curva.

5%
os três
20% a 28%
média 1º ano (estim.)
empate triplo
≤ R$ 300 mil
faixa

Veredito

Quem segura valor e o que isso revela

O campeão de retenção da lista inteira é o Toyota Corolla, com 0% de desvalorização em um ano, um resultado que nenhum outro modelo da pesquisa alcançou. Logo atrás vêm a SW4 (3%), o Corolla Hybrid e a Hilux (4%), o Honda City e o trio elétrico Volvo EX30, GWM Ora 03 e Renault Megane (5% a 6%). O padrão por trás disso é nítido: quem domina o ranking são marcas que formam fila no usado, Toyota e Honda à frente, com a Toyota levando quatro categorias e a Honda outras quatro. É reputação convertida em preço de revenda. No fim, o que mais pesa na hora de assinar cabe numa frase: liquidez vale mais que brilho na vitrine. O Equinox valorizou 2% e o premium apreciou não porque é bonito, e sim porque tem demanda e saída rápida. O contrário também é verdade: o mercado de usados bateu recorde de volume em 2025 (18,5 milhões de unidades, +17,3%) e, por excesso de estoque, vários modelos acumulam quedas acima de 25% em um ano pela Fipe, com Fiat Mobi e Chevrolet Onix entre os que mais perdem (o Onix com perda estimada em torno de R$ 23 mil, valor sujeito a variação). Compre pensando em quem vai querer esse carro de você depois, não no que reluz hoje na concessionária. Fontes: Quatro Rodas + Suiv, Toyota, Honda, Stellantis, Autoinforme, Fenauto e leituras da Tabela Fipe (números marcados como estimativa quando vêm de blog ou de tabela).

Perguntas frequentes

Qual foi o carro que menos desvalorizou em 2026?

O Toyota Corolla, campeão da categoria seda médio na pesquisa Melhor Revenda 2026 da Quatro Rodas com a Suiv, fechou o ano com 0% de desvalorização, contra média de cerca de 6% do segmento. Na prática, manteve todo o valor de mercado de janeiro de 2025 a janeiro de 2026, o melhor resultado de toda a pesquisa, que comparou preços reais de revenda, não números de tabela.

Como a pesquisa Melhor Revenda 2026 mede a desvalorização?

A Quatro Rodas, em parceria com a empresa de big data Suiv, comparou o preço do carro 0 km em janeiro de 2025 com o valor real do mesmo modelo seminovo em janeiro de 2026, ou seja, 12 meses de uso, usando preço de mercado e não preço de tabela. Foram 213 modelos avaliados em 22 categorias, com 73 destacados no guia impresso. A queda média do mercado no levantamento foi de 12% em um ano.

Existe carro que valorizou em vez de desvalorizar?

Sim, alguns casos. O Chevrolet Equinox venceu a categoria SUV médio com valorização de 2% no ano, com o usado ficando mais caro que o 0 km. No segmento premium o fenômeno se repete: Audi A3 Sportback +4%, A3 Sedan +1%, Porsche Taycan +2%, e Ram 2500 e Ford F-150 cerca de +3% em média. São exceções de nicho, com oferta restrita e demanda específica, não a regra do mercado, que caiu 12% na média.

Carro elétrico desvaloriza mais que carro a combustão?

Em geral, sim. Por leituras da Tabela Fipe, a queda média de um elétrico no primeiro ano fica entre 20% e 28% no Brasil em 2026 (estimativa de mercado), bem acima dos 12% de queda média geral. Mas há exceções: na Melhor Revenda 2026, Volvo EX30, GWM Ora 03 e Renault Megane E-Tech empataram com queda de só 5% entre os elétricos até R$ 300 mil. Modelo com demanda escapa da depreciação pesada típica da categoria.

Por que tantos usados estão perdendo valor em 2026?

Por excesso de oferta. O mercado de seminovos bateu recorde histórico em 2025, com 18.508.929 unidades vendidas, alta de 17,3% sobre 2024 segundo a Fenauto, e estoque cheio pressiona preço para baixo. Pela Tabela Fipe, vários modelos acumulam quedas acima de 25% em um ano, com Fiat Mobi e Chevrolet Onix entre os que mais perdem (o Onix com perda estimada em torno de R$ 23 mil, valor sujeito a variação). É o oposto dos campeões de liquidez do ranking.